Estudo revela os principais motivos pelos quais médicos perdem pacientes
Atendimento sob demanda, sem espera. Uma nova pesquisa revelou os principais obstáculos que levam os pacientes a procurar um novo médico.
De acordo com uma pesquisa com 2.000 norte-americanos que foram ao médico no último ano, esperar mais de 30 minutos na sala de espera (52%), a impossibilidade de falar com um atendente humano (48%) e a dificuldade para agendar uma consulta (41%) são os três principais fatores que afastam os pacientes de consultórios médicos.
Primeiras impressões também são importantes, já que, em média, o paciente decide se voltará ou não àquele médico em apenas 20 minutos de consulta.
Em média, os entrevistados relataram que costumam esperar oito minutos e meio ao telefone ao ligar para um consultório médico para agendar uma consulta.
Mas esses mesmos entrevistados estão dispostos a esperar apenas cerca de 10 minutos ao telefone antes de desligar quando tentam agendar uma consulta com um novo médico.
A pesquisa, realizada pela Talker Research em nome da Klara, uma empresa da ModMed que oferece soluções de comunicação com pacientes, revelou que, em um mundo ideal, as pessoas levariam, em média, apenas sete minutos e meio para agendar a primeira consulta com um novo médico, incluindo o tempo de espera.
Embora a dificuldade em agendar a primeira consulta (31%) e os longos tempos de espera ao telefone (19%) estivessem entre os piores aspectos da troca para um novo médico, alguns fatores foram ainda mais angustiantes.
De acordo com os resultados, estabelecer confiança e empatia com o novo médico (54%) e questionar a qualidade do atendimento recebido (41%) foram considerados os piores elementos da troca de médico.
Essa necessidade de um atendimento confortável e personalizado reflete os principais motivos pelos quais os entrevistados “terminariam o relacionamento” com seu médico atual: baixa qualidade do atendimento (58%), não se sentir ouvido ou compreendido (49%) e sentir-se apressado durante a consulta (41%).
O norte-americano médio entrevistado acredita que um médico deve dedicar pelo menos 20 minutos a um novo paciente durante a primeira consulta.
“Tanto médicos quanto pacientes estão mais ocupados do que nunca; com agendas lotadas e tarefas aparentemente intermináveis, não é surpresa que haja tanta pressão de ambos os lados para aproveitar ao máximo o pouco tempo disponível”, disse Irish McIntyre, Diretora de Produtos da ModMed.
“É exatamente aí que a tecnologia deve atuar como uma ponte, não como uma barreira. Ao automatizar a burocracia que consome grande parte do dia, tecnologias para a área médica são projetadas para devolver o recurso mais importante: tempo dedicado e ininterrupto para a conexão humana e o cuidado.”
Com tanta ênfase na interação humana, a pesquisa também explorou o papel da inteligência artificial (IA) em consultórios médicos.
Embora um terço dos entrevistados se sinta desconfortável com a participação da IA em seus cuidados de saúde, outros acreditam que ela pode ser útil para lembretes de consultas (37%), renovação de receitas (29%) e agendamento de consultas (23%).
Os norte-americanos estão divididos quanto ao nível de confiança na IA: 13% acreditam que a tecnologia aprimora o atendimento e a eficiência e confiam nela plenamente, enquanto 18% preferem ser cautelosos e só confiariam à IA tarefas administrativas.
Ainda assim, quase um terço dos entrevistados não confia totalmente no sistema, acreditando que ele é pouco confiável ou impessoal. Talvez seja por isso que a pesquisa constatou que o toque pessoal ainda importa na área da saúde.
Os entrevistados observaram que lembrar o histórico médico (50%), garantir um ambiente calmo e acolhedor (48%) e saber o nome e lembrar detalhes sobre a vida pessoal (41%) ainda são muito importantes para eles.
“Os resultados mostraram que a principal mudança que as pessoas desejam que todos os consultórios médicos implementem é um atendimento e atenção mais personalizados durante as consultas. Os dados indicam que os pacientes querem se sentir vistos e lembrados, e não tratados como um número”, disse McIntyre.
“A solução não é evitar a tecnologia, mas encontrar o equilíbrio certo, priorizando soluções de qualidade que criem tempo e espaço para que os profissionais de saúde ofereçam uma experiência profundamente humana. Quando uma tecnologia inteligente e confiável para consultórios médicos resolve as lacunas administrativas ou capacita os pacientes a assumirem um papel ativo em seus cuidados, tanto os profissionais quanto os pacientes têm uma experiência de saúde melhor.”
A pesquisa completa pode ser acessada aqui.
No fim, os dados reforçam um ponto simples: pacientes não “trocam de médico” apenas por preço ou conveniência: eles se afastam quando encontram atrito para marcar, para se comunicar e, principalmente, quando não se sentem ouvidos.
É nesse equilíbrio entre eficiência e humanidade que a tecnologia faz diferença. Com recursos que ajudam a organizar a agenda, reduzir gargalos de atendimento e padronizar rotinas sem tirar a flexibilidade e o toque humano da consulta, o HiDoctor contribui para que a equipe ganhe tempo no administrativo e o médico consiga focar em proporcionar uma experiência de cuidado mais fluida, acolhedora e personalizada.
O HiDoctor é o único sistema multiplataforma para consultórios e o software mais utilizado por médicos e clínicas no Brasil. A Centralx conta com mais de 35 anos de experiência no desenvolvimento de tecnologias para a área médica.
Fonte: New York Post – artigo publicado em 03 de dezembro de 2025.









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